Sábado, Janeiro 14, 2012
A profissão da violência
Hoje eu vi um filme de guerra. Quando era criança, sempre perguntei ao meu pai, um soldado, o que ele fazia de verdade se não vivíamos uma guerra no Brasil. Pelos resultados da consciência política inexistente e expressa no medo que meu pai sente de tudo que é diferente e do escuro da noite, acho que o principal trabalho das forças policiais ou militares é a manutenção da guerra invisível necessária à sobrevivência do medo e, consequentemente, mãe das virtudes que criaram a civilização como a conhecemos. Resumindo, sem a cultura da farda, a liberdade, a fraternidade e a igualdade não poderiam ser a imagem de um sonho político, porque nada existe sem sua antítese e porque a antítese do medo é o que sustenta os poderes imateriais que fazem com que uma pessoa trabalhe trinta anos no exército e não saiba realmente dizer o que faz lá. E é a própria cultura da farda que faz com que nem os fardados reconheçam de onde vem seu medo e que continuem bradando por aí o papel do Estado moderno e de suas mentirinhas estruturais.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário