Sábado, Dezembro 10, 2011

A balada dos sonhadores

O carro vira na esquina onde mora um prédio antigo, sem garagem. A música tocando no meu ouvido. As ruas são bonitas, as casas velhas lembram todos os sonhos das pessoas que constróem os lugares. O viaduto fede, assim como as coisas podres que fazem reviver as flores e ali do lado fica meu restaurante preferido. Eu vou descer na Vergueiro, passar pela padaria e pela floricultura, para trazer um pedaço do mato para casa. Parece tudo tão normal, mas a forma como se vê as ruas depende do arranjo dos sonhos que a gente harmoniza cantando o dia. Há algumas pessoas que precisam deles para administrar a vida. Sem projetar os sonhos de que preciso e aqueles que provavelmente criaram metade da vida na cidade, acho que não sei viver.

"Essa é mais uma noite, vagabundo
Tenho que pagar umas conta
Tentar salvar o mundo
Se der tempo eu quero ser, feliz
Independente do preço
Independente de como?
Eu mereço!"

(te dedico, Emicida)

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